sábado, 26 de abril de 2014

Amigos do Peabiru!

No dia 26 de abril o Instituto Manoa participou do encontro dos "Amigos do Parque do Peabiru", realizado no Recanto da Lagoa  em Barra Velha. O evento reuniu  pesquisadores, historiadores, gestores ambientais entre outras personalidades que se juntaram a comunidade local para discutir as ações de regulamentação e preservação da área que vem sofrendo com a constante degradação  do patrimônio histórico e natural. A intenção é unir as forças, da Associação de Moradores da Quinta dos Açorianos, do poder público, da comunidade que vive no entorno do parque e de  todos simpatizantes para evitar o desaparecimento do Parque que possui grande diversidade de espécies de fauna e flora, além de sítios arqueológicos pré-cabralinos e coloniais. Após o bate -papo foi realizada uma visita ao antigo cemitério da Lagoa, que segundo o historiador Cacá de Itajuba, é o mais antigo de Barra Velha. Durante a visita relatou o pesquisador que os primeiros povoadores da região incluindo os atuais municípios de Barra Velha, São João do Itaperiú e Barra do Sul foram enterrados no local, e que já em meados do século XVIII houveram os primeiros sepultamentos. Cacá também destaca o interessante ritual do enterro em que os corpos eram levados para o local em dois barcos que transportavam o caixão de forma transversal, acompanhados por um cortejo fúnebre que realizava a cerimônia cantando e acendendo velas pelas águas da Lagoa da Barra. 
O grupo encerrou o passeio nas "árvores encantadas", local místico da região onde segundo a lenda os primeiros povoadores portugueses da região esconderam um tesouro que de acordo com a lenda que permanece viva no imaginário local, é protegido por um espírito de um caboclo. 
O Instituto Manoa agradece o convite e se propõe a abraçar esta causa de reunir forças para preservar o Parque do Caminho do Peabiru. 
Wlademir Vieira




     

Expedições










A expedição para a Ecovila Alto-Quiriri, nos dias 18 e 19 de abril de 2014, percorreu a Serra do Quiriri em Campo Alegre/SC e suas proximidades, com o objetivo de captação de imagens para futuros projetos envolvendo ocupações humanas sustentáveis na área, proteção do ecossistema, e demais anotações pertinentes aos pesquisadores.

Retratando melhor os campos de altitude, podemos apontar que é uma vegetação com espécies rasteiras e arbustivas que crescem em condições adversas como solo raso, riachos desprovidos de vegetação e florestas de galeria. Elevada incidência de ventos e pouca chuva ainda que a presença de umidade seja frequente. A maioria das plantas são adaptadas para captar água das névoas, constantes na região,

Essa vegetação natural tem uma importante função de proteger os solos evitandos a erosão e o assoreamento de cursos de água, que são abundantes nessa região, também absorvem de maneira providencial a água das chuvas, o que torna possível a recarga de lençóis freáticos, evitando que essas  nascentes desvaneçam.

Os campos naturais apresentam uma paisagem de inconfundível beleza, seja pela magnitude dos horizontes, pelos seus céus desprovidos da poluição das luzes da cidade, ou pela amplitude de suas características singulares. Permanecem um campo aberto para pesquisas em prol da sustentabilidade e proteção do patrimônio natural.

Jonathas Kistner.
DAJOZ, Roger. Princípios de ecologia.7. ed. Porto Alegre : Artmed, 2005. vii, 519 p, il. (Biblioteca Artmed. Ecologia).

IBAMA. Programa nacional de conservação e desenvolvimento florestal sustentado. Brasília, D.F : IBAMA, 1991. 95 p, il. Projeto PNUD/FAO/IBAMA-BRA 87/007.

FERRI, M.G. 1980. Vegetação brasileira. Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo.

FERRI, Mario Guimaraes. Ecologia e poluição. 5. ed. Sao Paulo : Melhoramentos, 1982. 159, [1]p, il. col, 18cm. (Prisma-Brasil).

KAGEYAMA, Paulo Yoshio. Restauração ecológica de ecossistemas naturais.1. ed. rev. Botucatu : FEPAF, 2008. xii, 340 p, il.

PARANÁ. Secretaria da Cultura. Tombamento da Serra do Mar. Curitiba, 1987. 170 p, il. (Cadernos do patrimônio. Série Estudos, 3).

SANTOS, Álvaro Rodrigues dos. A grande barreira da Serra do Mar: da Trilha dos Tupiniquins à Rodovia do Imigrantes. São Paulo : O Nome da Rosa : CTE Produtos e Difusão, 2004. 122 p, il.

sexta-feira, 25 de abril de 2014



No dia 04 de abril de 2014 o Instituto Manoa prestigiou a aula inaugural do Departamento de História e do Mestrado de Patrimônio Cultural e Sociedade da Univille, que contou com a ilustre palestra do Prof. Dr. Mário de Souza Chagas, um dos mais respeitados museólogos do Brasil, com o tema “Museus, Memória e Movimentos Sociais”.





Membros do Instituto Manoa participaram da VIII Conferência Municipal de Cultura de Blumenau, realizado no dia 05 de abril de 2014, acompanhando as discussões dos setoriais de museus, patrimônio material e imaterial, bem como, da votação para a escolha dos novos conselheiros municipais.


Romão Kath

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