quarta-feira, 27 de abril de 2016

Expedição Monte Crista Abril 2016

Monte crista abril 2016


O Grupo Manoa Expedições de Blumenau juntamente com dois irmãos e  parceiros de montanha  realizou uma expedição de pesquisa na região norte do estado de santa Catarina, onde localiza se  a montanha chamada de "Monte Crista"

O Monte Crista é uma montanha detentora de um rico patrimônio natural e histórico, possui belezas ímpares de todo bioma da mata atlântica. E também um Local onde A  MANOA EXPEDIÇÕES tem mais de 35 expedições registradas para  fins de pesquisas e aprofundamento de estudos.


Para quem não conhece a região ou nunca ouviu falar a respeito, O  Monte Crista está situado no Município de Garuva, Santa Catarina com mais de  970 metros acima do nível do mar, na região  da Serra do Mar, próximo do Município de Joinville.
Do alto de seu cume uma visão da Mata Atlântica em suas encostas, vales verdejantes e árvores centenárias fazem desse cenário um local perfeito para quem gosta de aventuras ao ar livre e natureza.
Dado uma semana com tempo instável mais com previsões que mudaram em algumas horas antes da expedição, Estávamos ansiosos por estar logo na montanha, seria uma subida noturna e o tempo bom só vinha a agregar, reflexos da lua na estrada no caminho até Garuva e uma noite estrelada deixavam o cenário montado para um final de semana memorável para qualquer apreciador do tema.
Todos com um objetivo em comum. Aprender e ensinar, Não necessariamente nessa ordem.
Além disso, outra proposta para essa viagem era coletar mais informações sobre esse antigo caminho, uma vez  que todo o material que temos disponível seja muito rico, pelos anos de trabalhos e pesquisas na região. Buscamos incessantemente um maior entendimento a respeito, com o intuito resgatar a história das antigas vias de comunicação utilizadas pelos povos pré-colombianos e povos colonizadores. Estes caminhos, espalhados por todo o Brasil e América Latina, são testemunha da riqueza histórica e arqueológica deixada pelos nossos antepassados e constituem verdadeira riqueza do patrimônio cultural, dada a sua importância, comprovada por muitos pesquisadores que nos últimos anos tem dedicado grande parte do seu trabalho ao estudo dos caminhos históricos.

As rotas litorâneas e os caminhos da Serra do Mar têm sido constantemente explorados pela equipe de Pesquisa da Manoa, O trabalho abrange várias etapas incluindo pesquisa bibliográfica, saídas de campo e captação de imagens além de publicações.
Clique no link a seguir e leia mais sobre nossos estudos referentes aos caminhos antigos em Santa Catarina: http://manoaexpedicoes.blogspot.com.br/p/caminhos-antigos.html
Mochilas arrumadas, equipamentos montados, Começamos a subida 01:00 do dia 02/04  com a expectativa de um fim de  semana inesquecível, A caminhada foi bem tranquila, trechos como a saboneteira exigiam de nossa atenção pois estavam bastante escorregadios devido a um numero mais  elevado de pessoas na montanha no feriado de páscoa.
Observamos também um numero bastante elevado de aranhas com hábitos noturnos na trilha, essa época do ano e muito comum elas estarem bastante ativas, e o lado bom é que a maioria das aranhas que tem uma mordida fatal para nós é muito tímida e só ataca se sentir ameaçada. 

Observando como um todo elas só tem a agregar na beleza e características do local, também com o rápido avanço da ciência, os pesquisadores estão investigando novos usos para venenos de aranha. Estudos esses que são muito antigos e já são conhecidos a tempos pelos povos indígenas não só no Brasil mais no mundo inteiro.

Eles podem servir para muitas coisas, de alternativa “eco amigável” para pesticidas a tratamentos para mal de Alzheimer, arritmia cardíaca e acidentes vasculares cerebrais (derrame). Além do veneno, a teia da aranha também tem muitos usos comprovados na engenharia, de armaduras a comunicações ópticas.

Clicando no link a seguir você fica por dentro do mundo dos aracnídeos:
http://www.todabiologia.com/zoologia/aranhas_venenosas

Bibliografia Indicada:
- Insetos e aracnídeos no meio urbano
  Autor: Instituto Biológico
  Editora: SPCA Brasil

- Ecologia e comportamento de aranhas
  Autor: GONZAGA, MARCELO O. / SANTOS, ADALBERTO J. / JAPYASSU, HILTON F.
  Editora: Interciência


Seguindo caminhada e por volta de 05h40min chegamos ao mirante de pedra que se encontra após a clareira, por ali e com o dia já clareando era a hora de fazer um lanche e contemplar o primeiro nascer do sol na montanha.
Seguimos caminhada aproximadamente as 06h40min com objetivos de chegar a cachoeira ainda na parte da manhã para comer algo mais reforçado e também não andar no sol ao meio dia justo no pior trecho do caminho, que seria da cabeluda até a pedra do picolé. Fizemos uma breve parada no platô 900 para algumas fotos e contemplação do guardião do Monte Crista.

Chegando à cachoeira e com o tempo variando entre sol forte e algumas nuvens, foi só alegria, a natureza estava com sua imponente e bela cachoeira três barras com suas águas translucidas, pois não tinha chovido na região na noite anterior,o que deixa as águas turvas. Momento de tomar um banho de rio, e aproveitar o momento para almoçar.
AS 15h00min partimos da cachoeira sentido a gruta onde ficaríamos com base montada para seguir os estudos na montanha, já nos campos de altitude o sol já não era tão forte o que foi um alívio para todos do grupo, como de costume fizemos uma divisão no grupo para definir que buscaria água e quem ficaria na gruta adiantando as barracas e arrumando os detalhes para a noite que estava por vir.  


Na gruta passamos a ultima noite de montanha sendo mais uma vez abençoados com uma noite de trilhões de estrelas, totalmente aberta e sem nuvens, deixando o visual da “varanda” da gruta uma televisão planetária sem igual.  Todos muito satisfeitos aproveitaram até o máximo esse grande momento na montanha, a descida no dia seguinte foi bem tranquila, encontramos algumas pessoas subindo a montanha e estavam também com a autoestima super elevada, pois era um dia muito bonito para atividades a céu aberto.

 Tivemos também um momento muito singular nessa expedição, o nosso grupo frequenta a região a mais de 10 anos e registra mais de 35 expedições, porém nunca tínhamos ido a uma cachoeira que fica próxima a clareira após a saboneteira em uma trilha de 15 minutos bem marcada no lado esquerdo, estávamos todos bem fisicamente e mentalmente, então aquele foi o momento, e estamos até agora agradecendo, pois a cachoeira e realmente grandiosa e com aproximadamente 25 metros de queda d´água com muito volume e um desnível que leva a outras quedas foi para fechar a expedição com a chave de ouro.



Chegamos ainda com a luz do dia na base da montanha e ali se encerrava mais uma expedição ao Monte Crista-  Manoa Expedições, Somos gratos aos Deuses da montanha que nos cuidaram e nos condicionaram a uma maravilhosa expedição, com muita harmonia e amizade em comunhão a natureza,  Meus agradecimentos também aos nossos companheiros que estão comemorando a chegada de seus queridos filhos, Jonathas e Marcelo. Também aos meus companheiros pela parceria e amizade, meu  caro irmão Gustavo Telles que esteve conosco em mais uma expedição, Obrigado.

Indioê Alan Autovicz. 

Wlademir Vieira
Tiago Leal
Jonathas Kistner
Indioê Autovicz
Marcelo Kapper
Gustavo Telles

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Expedição MANOA Monte Crista- Fevereiro 2016

Expedição Monte Crista

Nos dias 01, 02,03 de fevereiro de 2016 o Grupo Manoa através de seu representante Indioê Alan Autovicz vindo de Florianópolis juntamente com dois parceiros de montanha de Blumenau realizou uma expedição na região norte do estado de santa Catarina, onde está localizada a montanha chamada de "Monte Crista". Com o intuito de fortalecer os laços entre a montanha e seus admiradores, e obter um melhor conhecimento acerca da epistemologia da região fauna, flora, coleta de dados na região e captação de imagens para o projeto intitulado caminhos antigos de santa Catarina, Como pesquisador também estava fazendo medições e diversas fotos e vídeos para analise detalhada da estrutura na qual estávamos em foco, Deu se inicio a caminhada as 18h00min do dia 1 de fevereiro.


O Monte Crista é uma montanha detentora de um rico patrimônio natural e histórico, possui belezas ímpares do bioma mata atlântica. Local onde o instituto MANOA tem mais de 35 expedições registradas para pesquisas e aprofundamento de estudos.


Com objetivos de chegar a um ataque direto até a gruta do Henrique nas proximidades dos campos de altitude, refletimos acerca do tempo instável que pareava na região e redefinimos os nossos objetivos. Desenvolvemos o estímulo das intuições para perceber o quão forte é a natureza, as quais entenderam como Divina. Alinhado a enorme expectativa de todos, pelo fato de fazer algum tempo que não caminhávamos por essa região e dado uma semana com tempo instável e previsões ruins para a semana que estava por vir.


A Expedição teria também um atrativo especial, pois Pela primeira vez em mais de 10 anos, seria possível ver todos os cinco planetas que são visíveis a olho nu brilhando no céu. Cerca de uma hora antes do nascer do Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, os cinco planetas que têm sido observados desde os tempos antigos.


Ainda há mais por vir. Em agosto deste ano os cinco planetas estarão juntos novamente, visíveis no céu noturno, portanto, fique atento para um espetáculo planetário em 2016.

Caminhando pela primeira vez a noite na região sem o restante dos integrantes equipe de campo Manoa fizemos uma subida bastante calma e cautelosa ganhando altitude aos poucos, a visibilidade na montanha não passava de 10 metros em local aberto, o frio era ameno e a chuva constante, a escolha da investida a noite foi pensando em evitar assim um pouco do calor e também das picadas de insetos que são implacáveis na região.

A expedição estava indo conforme o planejado até que ao passar pelo primeiro mirante após a clareira e antes da bica d água a chuva vem torrencial e nos pega de surpresa, pela experiência em outras expedições e cientes dos riscos reais de problemas com hipotermia da combinação chuva+frio, resolvemos regredir alguns minutos e voltar ao ultimo acampamento e montar uma base sólida para nos aquecer, tomar e comer algo quente e redefinir o nosso cronograma, por ali foi possível fazer uma fogueira perto de uma pedra aonde para nossa sorte já tinha lenha seca e com um pouco de atenção e alguns minutos de energia concentrada estávamos quentes ao redor da fogueira rediscutindo nossos planos, entramos em consenso e decidimos passar a noite por ali na esperança de uma trégua da chuva torrencial para prosseguir até a gruta na manhã seguinte.


Na manhã do dia 2 a chuva era constante então recolhemos acampamento bem cedo e partimos rumo a gruta, o caminho estava bem escorregadio e com bastante água descendo pela escadaria, aproximando-se do platô 900 sem nenhuma visibilidade do vigia do crista (guardião), não perdemos tempo e continuamos a caminhada, como havíamos descansado e nos alimentado bem na noite anterior a caminhada estava muito progressiva e evoluindo rapidamente, antes mesmo do meio dia já tínhamos passado a região conhecida como cabeluda devido a sua vegetação de longe lembrar cabelos embaraçados e iniciaríamos uma ascensão até a pedra do picolé no meio de forte neblina e com o frio e o vento mais intensos devido a altitude da montanha.

No momento em que passávamos pela cabeluda observamos em comparação com as outras vezes que estivemos na montanha o baixo numero de lixo na região. Grelhas, lonas e garrafas tinham uma quantidade mais elevada, estes que na volta levamos para a base da montanha, importante valorizar o trabalho de associações e organizações que fazem mutirões para a coleta do lixo na região do monte crista.  Como referência o trabalho de Ações voluntárias como da Associação Joinvilense de Montanhismo – AJM, que vem realizando durante muitos anos trabalhos de sensibilização e cadastro dos visitantes nos feriados e organizando vários mutirões para a coleta de lixo e conservação das trilhas do monte crista.


Chegamos à gruta por volta de 13h00min montamos acampamento e por ali ficaríamos com base montada até o dia da descida, fazendo investidas para estudos nas proximidades, com o acampamento montado fomos a busca de água, na gruta existe um sistema de coleta de água mais estava muito turva e inconfiável para beber, saindo do picolé sentido a serra do quiriri existe um local para coleta de água potável, mais a visibilidade na montanha não estava colaborando devido a forte neblina não era uma opção. Achamos seguro ferver a água e beber a da gruta, em seguida a chuva aumentou e o problema da água se resolveu com a coleta da mais pura água da chuva filtrada por musgos e rocha limpa.


Achei importante ressaltar também que a gruta estava muito limpa e organizada, assim como a deixamos na nossa saída, um fato triste foi o “cano” da parede onde contém um caderno e uma caneta para o relato das pessoas que por ali passaram e que estava La por anos e com uma importância histórica respeitável estava jogado em qualquer lugar sem nenhum cuidado, na nossa saída da gruta colocamos o cano no lugar deixamos o nosso relato e restauramos o trabalho. Afinal, muitas páginas daquele caderno têm historias minhas e de meus companheiros e amigos de montanha. Está pronto para uso.

O tempo na altitude aproximada de 1.200 permaneceu instável o tempo todo com exceção o final da tarde do segundo dia de montanha, onde teve uma pequena trégua nas nuvens e uma breve abertura do topo das montanhas, o suficiente para dar noção de quanto tínhamos caminhado e que todo o esforço e perrengue faz parte e o final sempre será contemplativo e agradável.


À noite tivemos fogueira e muitas conversas e histórias de montanha ao redor dela comendo batatas assadas e tomando um chá quente para repor energias para a descida que seria trabalhosa devido a problemas na mochila de um dos integrantes, estaque posteriormente foi ajustada e estava pronta para a descida no terceiro dia bem cedo.

Acordamos no dia da descida, levantamos acampamento, comemos uma refeição principal e estávamos prontos para as outras muitas horas de descida da montanha, na região da cabeluda os rios para atravessar estavam com o nível um pouco acima do normal devido às fortes chuvas da noite anterior, nada que atrapalhasse o nosso cronograma, por volta de meio dia estávamos no mirante antes da clareira, por ali comemos alguns cereais e nos recompomos. Dali em diante fez um ataque direto até a clareira, com a quantidade de mosquitos sempre muito elevada ali naquela região foi uma parada apenas para água e seguimos adiante, a descida é sempre um momento muito importante, pois o cansaço acumulado e talvez alguma desidratação possamos fazer perder pequenas faculdades mentais e dificultar o final do trajeto, não foi nosso caso, chegamos à travessia do rio três barras às 16 horas, o nível do rio estava baixo e por ali se dava concluída e encerrada mais uma grande aventura e que apesar de todas as dificuldades deu tudo certo e o sentimento era de satisfação com mais uma subida com sucesso no monte crista. E também mais uma superação individual de cada integrante da expedição.


‘’Eu Indioê A. Autovicz agradeço imensamente aos meus irmãos e parceiros desta expedição Andrey M. Rawietsch e Leonardo l. Becker.’’

"Experiencia sem igual vivida nesta expedição. Cada gota de suor, o cansaço e o desconforto causado pela umidade excessiva que 'brotava' da montanha, foram compensados ao se atingir a altitude. Sentimento inexplicável de ser humano que nestes raros momentos, se coloca no seu lugar perante a natureza." Andrey Rawietsch.

Indioê Alan Autovicz.
– Monte Crista- Garuva -Santa Catarina fevereiro de 2016.







Morro da Pedra/Navegantes

Na localidade de Escalvado está localizado o Morro da Pedra ponto culminante de Navegantes com 350 metros de altitude. No topo do morro existe um platô de onde se pode observar a região litorânea de Itajaí, Penha, Piçarras e Barra Velha e onde encontra-se duas rampas de concreto para voo  livre.

A região possui diversas trilhas que alternam em paisagens de Mata Atlântica preservada e plantações de pinnus e  eucalipto. O tempo de subida caminhando é cerca de 1 hora, sendo que a subida é íngreme e cansativa.  

Localização: Escalvados - Navegantes/ Santa Catarina
Acesso: Cerca de 10 Km da BR - 101 via BR - 470 na Estrada para Luis Alves - SC 414.







Salto do Macaco


No interior do município de Camboriú encontramos uma RPPN em uma área preservada com muita biodiversidade, e exuberantes cachoeiras. Também conhecida por "Cachoeira Seca" a região possui várias trilhas e locais de acampamento. Uma delas leva ao cachoeira do Macaco, onde existe local para um salto de cerca de 10 metros de altura e um poço de 6 metros de profundidade. Excelente opção para o ecoturismo, está entre os trajetos consolidados do cicloturismo da Costa Verde e mar.



Como chegar: 10 Km do Centro de Camboriú/SC, em direção ao Bairro Areias pelas Estrada Geral dos Macacos, a região é bem sinalizada. 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Manoa expedições agradecimentos 2015

                       Agradecimentos 2015



O Grupo Manoa Expedições saúda a todos os amigos e parceiros  e deseja a todos muita alegria e harmonia nas festividades deste fim de ano de 2015.
Neste ano que completamos 8 anos como Organização da Sociedade Civil, também comemoramos 11 anos de expedições. Apresentamos um pequeno histórico do nosso trabalho com imagens que revelam um puco do cotidiano das pesquisas de Campo.
A todos que de alguma forma contribuíram nossos agradecimentos.



Acesse no link abaixo um resumo do histórico de mais de 60 expedições e conheça um pouco mais de nosso trabalho:

http://manoaexpedicoes.blogspot.com.br/p/fotos-historico.html

Equipe Manoa.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Expedição Lua Azul - Monte Crista – Garuva-SC Manoa Expedições – julho 2015


A Expedição:

Em 31 de julho, realizamos uma expedição para a região norte de Santa Catarina. Saindo de Blumenau em direção ao município de Garuva-SC, onde está localizada a montanha chamada de "Monte Crista". Com o intuito de fortalecer os laços entre a montanha e seus admiradores, e obter um melhor conhecimento acerca da epistemologia da região, deu-se a caminhada.

Com objetivos de projeção da consciência, refletimos acerca de nossas próprias expectativas. Desenvolvemos o estímulo das intuições para perceber o quão forte é a natureza, a qual entendemos como Divina. Alinhado a enorme expectativa de todos, pelo fato de ter dado uma semana com tempo firme e previsões ótimas para o final de semana que estava por vir.

A expedição foi um sucesso e proporcionou a todos desfrutar de belas paisagens, montanhosas do desnível da Serra do Mar, onde se pode observar um rico acervo de espécies da fauna e flora, além da satisfação de contemplar um final de semana perfeito para atividades a céu aberto.

A Expedição teve também um atrativo especial, pois na sexta feira, 31 de julho, último dia do mês e era dia de Lua Cheia. A segunda Lua Cheia do mês, a tão falada Lua Azul. Não se trata da super lua, que vem a ser a Lua Cheia que ocorre quando ela está no ponto da órbita mais próximo da Terra, chamado de perigeu. Muito menos se trata da Lua de Sangue, que é quando a Lua fica com uma cor alaranjada ou avermelhada durante um eclipse lunar. Aliás, esse é um termo bem infeliz.


A expressão “Lua Azul”, tem sido usada há pelo menos 400 anos, mas não como sendo a segunda Lua Cheia do mês. Este significado nasceu de um erro ocorrido em 1946 e se tornou popular nos últimos 20 anos. 

Ao longo da história recente da humanidade, esse termo tem sido usado de diferentes formas. Exemplo: No século XVI, dizer que a Lua era azul significava exprimir algum tipo de exagero. Dizia-se: “fulano é tão desligado que poderia falar que a Lua é azul!” Esse conceito levou a outra expressão que indicava uma probabilidade bem remota de algo acontecer.

Apesar de parecer estranho, já houve algumas vezes em que a Lua se tornou azul de fato. Em 1883, quando o vulcão Krakatoa explodiu na Indonésia, a atmosfera ficou carregada por partículas de poeira e cinzas vulcânicas que fizeram o pôr do Sol ficar esverdeado e deixaram a Lua azul no mundo todo por quase dois anos! 
Sempre que há uma grande quantidade de poeira na atmosfera esse efeito se repete. Foi assim em 1927 na Índia, quando depois de uma enorme seca, uma tempestade levantou toneladas de poeira na atmosfera; ou em 1951 quando um enorme incêndio florestal no Canadá lançou uma enorme quantidade de cinzas que deixaram a Lua com aspecto azulado.




A verdade é que a lua não iria ficar azul, mas isso não é motivo para não sair de casa para admira-la. Uma Lua Cheia, em uma noite limpa e estrelada nas montanhas, é aprazível para uma boa sessão de fotografias e admiração estética, pequenos prazeres que elevam a alma.





O Grupo Manoa Expedições agradece a todos os nossos parceiros e apoiadores pela oportunidade e também agradece a montanha pelo acolhimento de sempre, pelos felizes momentos de partilha, pelos caminhos que foram abertos e todas possibilidades de aprendizado. Também aos nossos grandes amigos e parceiros desta caminhada Gustavo Lessa Dib e Vanessa Freitas.

Att: Equipe Manoa Expedições.  






quarta-feira, 15 de julho de 2015

Exposição/Campo Alegre

A Exposição fotográfica "Caminhos Antigos da Serra do Mar" organizada pelo Grupo Manoa Expedições em parceria com o Consórcio Quiriri chega a Campo Alegre no Planalto Norte catarinense para o Festival de Inverno que acontece entre os dias 17, 18 e 19 de julho. A mostra está localizada na Rua Getúlio Vargas próximo a secretaria de Cultura e Turismo de Campo Alegre.



domingo, 12 de julho de 2015

Comunicado

O Grupo Manoa  comunica o resultado do sorteio da Ação entre Amigos realizada no último dia 30 de junho de 2015. A ganhadora da cesta de Café da manhã foi a Sra  RUTH WILLRICH  de Blumenau com o número 029. A todos que participaram desta ação, nossos sinceros agradecimentos. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

EXPEDIÇÕES - Península do Saí


No mês de maio a equipe de Expedições do Instituto Manoa percorreu os caminhos históricos da Península do Saí. A expedição que passou pelos município de Itapoá e São Francisco do Sul localizou vestígios de sítios arqueológicos como Sambaquis e ruínas históricas do período colonial.
Na  Praia Bonita encontramos os vestígios do Falanstério do Saí(1), ruínas de uma construção feita á base de óleo de baleia e conchas, com paredes de até 30 cm de espessura. De acordo com os relatos históricos, estas ruínas localizadas a beira mar seriam da antiga casa Picot onde nos anos 1840 viveram três famílias que trabalharam na abertura de caminhos para o interior da colônia industrial.

Na Vila da Glória, nas proximidades de um antigo porto, em um local chamado de "mangue seco", onde existem vestígios de um Sambaqui, encontramos ruínas de antigas construções que de acordo com os moradores locais pertenciam a uma Senzala. 

Ainda na região da Vila da Glória, na estrada da Serrinha visitamos o Casarão Bachmeyer construído em 1901 e hoje atrativo turístico local, que da acesso a trilhas com cachoeiras e ao caminho para o Morro de Cantagalo(2).  

Mapa - André Kastner - Instituto Manoa


Esta expedição contribuiu  para o desenvolvimento do projeto “Roteiros históricos do Litoral Catarinense.

1 - O Falanstério do Saí ou Colônia Industrial foi uma comunidade experimental de ideias socialistas formada em 1841 por colonos franceses.
2 - O Morro do Cantagalo é famoso e muito procurado devido as lendas locais sobre a existência de tesouros Jesuítas e avistamento de fenômenos sobrenaturais. 

Mais informações:

Fourier: Utopia e Esperança na Península do Saí 

A Lenda da Pedra do Cantagalo

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Keller Lucas e a Arte Rupestre de Santa Catarina


O Instituto Manoa, através de seu pesquisador Indioê, recebeu o renomado pesquisador Keller Lucas, para uma breve conversa sobre "arte rupestre de Santa Catarina". Keller Lucas é conhecido como pesquisador autodidata de arte rupestre à cerca de 30 anos e autor de projetos de levantamento de potencial arqueológico em diversos municípios de Santa Catarina, também é autor de livros importantes sobre o assunto como "Arte Rupestre na Ilha do Campeche" obra utilizada pelo IPHAN no processo de tombamento da ilha como Patrimônio Histórico e Ecológico da Nação.


Encontro com Keller Lucas

Na ocasião tive o imenso prazer e satisfação de conhecer e poder trocar experiência com esse grande pesquisador do qual eu sou muito admirador de seu trabalho e trajetória profissional na cidade de Florianópolis,  no mês de fevereiro de 2015.

Em um processo de preparação para uma expedição á Ilha do Coral, no município de Garopaba e buscando mais informações e referências sobre o local, eu contatei o sr keller Lucas para uma conversa de algumas horas onde me relatou suas experiências de pesquisador na época de seus estudos por la na década de 70. 

Para finalizar o encontro recebemos de presente do keller um catálogo de seu estudo conceituado na ilha do Campeche e na ilha de Santa Catarina contendo fotos exclusivas e de uma importância enorme para qualquer pesquisador do assunto.

Aqui deixo a minha palavra de agradecimento e respeito ao sr keller Lucas por esse encontro.

Outras informações sobre o pesquisador:

Membro e conselheiro da Bradshaw Foundation (organização internacional de pesquisa de arte rupestre) e membro da SIARB (organização que congrega os pesquisadores da América Latina).

Participou de 2 Congressos Internacionais de Arte Rupestre. Um em Flagstaff, Arizona, EUA em 1994 e o outro em Cochabamba, Bolívia em 1997.

Possui o website www.kelerlucas.com.br que contêm o maior arquivo de arte rupestre de SC, com média de 5.000 visitas mensais, onde podem ser acompanhadas as pesquisas.

Indioê Alan Autovicz.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Expedições

Nos dias 3 e 4 de Abril o Instituto Manoa realizou a Travessia pelo Trilho do Trem de Rio Negrinho até Corupá- SC. A estrada de Ferro que atravessa o município de São Bento do Sul e foi planejada no final do século XIX, proporciona belas paisagens montanhosas do desnível da Serra do Mar, onde se pode observar uma grande variedade de espécies de fauna e flora. Também a engenharia centenária da ferrovia, oferece uma aventura de tirar o fôlego na travessia das pontes, viadutos e túneis pelo vale do Rio Natal, um verdadeiro museu a céu aberto. 
A estação Ferroviária em Rio Negrinho

 Os locais sujeitos a deslizamentos das encostas , foram escorados por muros de pedra. Os túneis são revestidos com concreto.
 
As pontes e viadutos são muito altos pois levam em conta a vazão do rio no períodos chuvosos.

A expedição coletou dados para os projetos de resgate histórico e ambiental da Serra do Mar em colaboração com o Consórcio Quiriri.

Para mais informações sobre a expedição e dados de GPS entre em contato:
institutomanoa@gmail.com

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