domingo, 2 de abril de 2017

Canyon da Cruz de Pedra

Nos mês de Março realizamos a expedição Canyon Cruz de Pedra na região dos Canyons de Ibirama na divisa com Ascurra. O Grupo Manoa acompanhado por amigos e um guia local, penetrou na densa floresta do Vale do Rio Selinn até alcançar as formações rochosas em foma de Canyons  que ficam localizadas na Serra da Leoa. Entre as várias "fendas" que se formaram no encontro das montanhas, a mais conhecida é a do Canyon da Cruz de Pedra.
Por se tratar de uma região de difícil acesso e ainda de certa forma desconhecida, a região dos Canyons encontram-se bem preservada embora pode se notar algumas inscrições pintadas nas rochas deixadas por visitantes que não não conhecem a importância deste lugar, testemunho vivo da história do planeta Terra.

 O local é certamente um museu geológico ao ar livre, rochas, minerais, fósseis, evidências da passagem do tempo geológico revelando as modificações que aconteceram na superfície deste mundo.
 A água cristalina que desce pelas paredes do Canyons formam belíssimas cortinas de água, a região possui inúmeras cachoeiras e saltos.

 A sensação é de se estar caminhando pela pré-história, um local esquecido pelo tempo.


 O Gupo Manoa Expedições agradece a todos que nos acompanharam nesta expedição encantadora, especialmente ao nosso guia local SR. Adilson e sua família que nos recebeu com toda cordialidade e gentileza.

 Esperamos voltar  e sempre encontrar este local preservado, que certamente merce ser estudado e integrado ao patrimônio natural deste país.





Wlademir Vieira - Membro Fundador e pesquisador do Grupo Manoa Expedições.
Mais informações: wlad2012@gmail.com   -  Fone/Whats - 47988430088

Informativo

O Grupo Manoa Expedições vem realizando diversos eventos nos últimos meses. Segue uma breve descrição e relatos das Trips que aconteceram entre Dezembro  de 2016 e Fevereiro de 2017.

Dezembro de 2016

Realizada Travessia na Serra do Quiriri -  Fazenda Alto Quiriri/Monte Crista. A expedição reuniu cerca de 15 pessoas incluindo membros do Grupo Manoa e amigos que se dispuseram a participar desta caminhada que teve como um dos objetivos refazer antigos caminhos históricos da Serra do Quiriri.

Janeiro de 2017

No começo do novo ano alguns integrantes do Grupo Manoa estiveram na Serra Catarinense para visitar junto das Araucárias algumas das paisagens mais belas do estado.

Fazenda Pedras Brancas
Na divisa de Lages e Painel encontramos um local belíssimo com formações rochosas
impressionantes.



Morro das Torres - Urupema 
Com 1750 metros de altitude,
um dos locais mais frios do Brasil oferece uma visão privilegiada da Serra Catarinense na divisa de Rio Rufino e Urupema,numa paisagem rodeada de taipas de pedra e Araucárias monumentais onde se destaca a Cachoeira que congela.

 Salto Caveiras - Lages SC
Excelente para  a prática de Rapel o Salto Caveiras em Lages está localizado junto a usina Hidrelétrica do Rio Caveiras



Morro da Antena - Urubici 1822 metros
Em Urubici subimos o Morro da Igreja onde encontramos uma paisagem parcialmente coberta pela neblina. 


Ainda em Janeiro aconteceu um Treckking na Trilha do Morro do Cantagalo. A equipe coordenada pelo Grupo Manoa subiu até a Pedra do Cantagalo.

Fevereiro de 2017
No Mês de fevereiro aproveitamos o feriado de Carnaval para a promover a Travessia Pedra da Tartaruga/Monte Crista.
Numas mais belas travessias da Serra do Mar em Santa Catarina a equipe Manoa e um grupo de amigos convidados realizaram a Caminhada com intuito de fortalecer os laços com a montanha, interagir com o meio natural, estudar e preservar o patrimônio natural e cultural da Serra do Quiriri.




quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA- AGULHAS NEGRAS

O Grupo Manoa através de seu representante Indioê Alan Autovicz juntamente com outros quatorze participantes realizou uma expedição para o Rio de Janeiro, mais precisamente Itatiaia.

Com o intuito de fortalecer os laços entre a montanha e seus admiradores, e obter um melhor conhecimento acerca da epistemologia da região fauna, flora, coleta de dados na região e captação de imagens para projetos futuros.


O Parque Nacional de Itatiaia é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada no Maciço do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Itatiaia é o parque nacional mais antigo do Brasil, Tendo sido criado em 14 de junho de 1937, numa área de 11 943 ha,  O nome Itatiaia é de origem tupi e significa penhasco cheio de pontas, pedra pontuda.

No interior do parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, tendo como mais imponente e conhecido, o gigante pico das agulhas negras com 2.791 metros de altitude.
O grupo então Saiu as 17h00min horas de Blumenau conforme o cronograma da expedição, mas devido alguns imprevistos acabaram chegando ao parque um pouco tarde, assim a atividade que seria realizada no dia teria de ser adiada, e optamos por fazer um circuito bem conhecido que e o circuito Couto x Prateleiras.

Alinhado a enorme expectativa de todos, pelo fato de fazer um ótimo dia de sol e previsões ótimas para todo o final de semana.

O CIRCUITO COUTO X PRATELEIRAS

O morro do Couto é o segundo ponto mais alto do planalto, com 2680 m, e o oitavo mais alto do Brasil. Seu nome advém da época da colonização, quando os escravos das grandes fazendas da região fugiam de seus donos e se acoitavam nesse morro, ou seja, escondiam-se, refugiavam-se nesse local (Júlio Spanner e Igor Spanner)

Ficha técnica:
Extensão da trilha: 11 km - ida e volta.
Tempo estimado: 6 horas
Perfil atitudinal: 2350 m, 2460 m , 2680 m.


O MACIÇO DAS PRATELEIRAS

O Pico das Prateleiras é um dos mais visitados no parque, o grupo foi até  a base devido a dificuldades de ingressar nessa atividade, a vista e  espetacular do Pico das Agulhas Negras, Vale do Paraíba e região, além de uma boa parte das montanhas do Parque Nacional do Itatiaia.

Na base das prateleiras a 2.460 mts, o grupo aproveitou uma pausa para um lanche, fotos e partiram sentido ao abrigo Rebouças, com um visual incrível após aproximadamente duas horas de caminhada chegamos  na cachoeira das flores, uma pequena e linda queda de água fria que pareciam do degelo  (rsrs).


Após alguns mergulhos por ali e algumas fotos o grupo reiniciou a volta até  a entrada do parque, essa parte o cansaço já se fazia presente devido a aprox. doze horas viajando sem dormir e um dia todo de caminhada com sol muito quente . O grupo então deu por fim as atividades de sábado no parque de Itatiaia por volta das 16h00min horas e seguiu para o hostel PICUS onde estavam abrigados para jantar, e interagir com os amigos.

PICO DAS AGULHAS NEGRAS – PONTO MAIS ALTO DO RIO DE JANEIRO

O grupo se recolheu cedo no sábado, pois teriam de acordar as 04h00min pra ir para a atividade do domingo, o céu estava muito estrelado com a lua minguante perfeita. Tomaram um breve café e deixaram o hostel sentido a parte alta do parque nacional por volta das 04:40.

Chegando ao parque as 05:30min fomos o primeiro grupo, pegamos a primeira senha e dali em diante era apenas questão de tempos até estarem na trilha para a ascensão do pico mais alto do Rio de Janeiro, O casal Léo Schmitz e Tais Sandri Avilla que em outra ocasião já subiram as agulhas iriam fazer outra trilha, combinamos então de nos encontrar no abrigo Rebouças ao fim das atividades.

 Aproveitamos também para agradecer ao Léo e Tais -AJM  por estarem conosco nessa expedição, eles que esse ano conquistaram o vulcão Ojos de Salado chegando à máxima de 6.893mts altitude. Subiram sem guia especializado, para ler o relato completo dessa aventura no portal alta montanha acesse o link a seguir e também curta a página LEO DA MONTANHA no Facebook para apreciar lindas imagens registradas por eles.

- RELATO OJOS DE SALADO (http://altamontanha.com/Aventura/5172/ojos-del-salado)



O grupo então realizou seu  cadastro junto a portaria do parque e iniciaram a caminhada rumo ao pico por volta das 09:00min, o dia estava perfeito para contemplar as belezas do parque, com todos focados na trilha a caminhada seguia tranquila, teve algumas paradas para algumas fotos ao pé do maciço das agulhas e também  reabastecer no ultimo ponto de água, dali em diante iniciaram então a subida somente em rocha, um ambiente diferente para escalar, uma rocha de forma muito singular comparada as outras. o lugar  por sinal e considerado um importante sitio geológico no Brasil e a importância deste pico se da  justamente por sua rara formação geológica que só é encontrada também no Maciço de Kola, na Rússia. As rochas pontiagudas que apresentam aspectos de agulhas deram o nome ao maciço.
  

Após uma subida em rocha íngreme o grupo estava então na primeira escalada em corda, um trecho onde a corda e fixada aprox. quinze metros acima e o grupo sobe um por vez com segurança, todos com as cadeirinhas de escalada e sem mais problemas  foi superado a primeira escalada mais complicada. A trilha seguia por cima de pedras, com um visual de tirar o folego, é um cenário de filme até que depois de mais uma hora de caminhada o grupo estava no trecho final da subida, um local mais íngreme onde uma queda seria preocupante, com um desfiladeiro a sua esquerda enorme, com a utilização de equipamentos de segurança o grupo ultrapassou um a um esses obstáculos e já conseguiam avistar o cume, dali em diante foi  a melhor sensação de dever cumprido, sonho realizado, o grupo muito feliz e em harmonia com a natureza e  os demais, foi incrível!!


 Uma experiência maravilhosa que vamos repetir mais vezes.

Deixo minhas pessoais palavras de agradecimento a todos os montanhistas da Trip, ao nosso motorista que e uma pessoa incrível e de muita paciência pra colocar a sua VAN nas estradas off-road do pico.

Fernando da JFK Turismo.
Aos  guias que estiveram no nosso apoio Vitor Nunes,Cristiano Lopez,Leandro Correia-  (anjos da montanha)

Ao pessoal do grupo Cachorro do mato que estiveram conosco nessa expedição e a todos que de alguma forma participaram desse projeto.

Indioê Alan Autovicz – EQUIPE MANOA EXPEDIÇÕES



quarta-feira, 27 de abril de 2016

Expedição Monte Crista Abril 2016

Monte crista abril 2016


O Grupo Manoa Expedições de Blumenau juntamente com dois irmãos e  parceiros de montanha  realizou uma expedição de pesquisa na região norte do estado de santa Catarina, onde localiza se  a montanha chamada de "Monte Crista"

O Monte Crista é uma montanha detentora de um rico patrimônio natural e histórico, possui belezas ímpares de todo bioma da mata atlântica. E também um Local onde A  MANOA EXPEDIÇÕES tem mais de 35 expedições registradas para  fins de pesquisas e aprofundamento de estudos.


Para quem não conhece a região ou nunca ouviu falar a respeito, O  Monte Crista está situado no Município de Garuva, Santa Catarina com mais de  970 metros acima do nível do mar, na região  da Serra do Mar, próximo do Município de Joinville.
Do alto de seu cume uma visão da Mata Atlântica em suas encostas, vales verdejantes e árvores centenárias fazem desse cenário um local perfeito para quem gosta de aventuras ao ar livre e natureza.
Dado uma semana com tempo instável mais com previsões que mudaram em algumas horas antes da expedição, Estávamos ansiosos por estar logo na montanha, seria uma subida noturna e o tempo bom só vinha a agregar, reflexos da lua na estrada no caminho até Garuva e uma noite estrelada deixavam o cenário montado para um final de semana memorável para qualquer apreciador do tema.
Todos com um objetivo em comum. Aprender e ensinar, Não necessariamente nessa ordem.
Além disso, outra proposta para essa viagem era coletar mais informações sobre esse antigo caminho, uma vez  que todo o material que temos disponível seja muito rico, pelos anos de trabalhos e pesquisas na região. Buscamos incessantemente um maior entendimento a respeito, com o intuito resgatar a história das antigas vias de comunicação utilizadas pelos povos pré-colombianos e povos colonizadores. Estes caminhos, espalhados por todo o Brasil e América Latina, são testemunha da riqueza histórica e arqueológica deixada pelos nossos antepassados e constituem verdadeira riqueza do patrimônio cultural, dada a sua importância, comprovada por muitos pesquisadores que nos últimos anos tem dedicado grande parte do seu trabalho ao estudo dos caminhos históricos.

As rotas litorâneas e os caminhos da Serra do Mar têm sido constantemente explorados pela equipe de Pesquisa da Manoa, O trabalho abrange várias etapas incluindo pesquisa bibliográfica, saídas de campo e captação de imagens além de publicações.
Clique no link a seguir e leia mais sobre nossos estudos referentes aos caminhos antigos em Santa Catarina: http://manoaexpedicoes.blogspot.com.br/p/caminhos-antigos.html
Mochilas arrumadas, equipamentos montados, Começamos a subida 01:00 do dia 02/04  com a expectativa de um fim de  semana inesquecível, A caminhada foi bem tranquila, trechos como a saboneteira exigiam de nossa atenção pois estavam bastante escorregadios devido a um numero mais  elevado de pessoas na montanha no feriado de páscoa.
Observamos também um numero bastante elevado de aranhas com hábitos noturnos na trilha, essa época do ano e muito comum elas estarem bastante ativas, e o lado bom é que a maioria das aranhas que tem uma mordida fatal para nós é muito tímida e só ataca se sentir ameaçada. 

Observando como um todo elas só tem a agregar na beleza e características do local, também com o rápido avanço da ciência, os pesquisadores estão investigando novos usos para venenos de aranha. Estudos esses que são muito antigos e já são conhecidos a tempos pelos povos indígenas não só no Brasil mais no mundo inteiro.

Eles podem servir para muitas coisas, de alternativa “eco amigável” para pesticidas a tratamentos para mal de Alzheimer, arritmia cardíaca e acidentes vasculares cerebrais (derrame). Além do veneno, a teia da aranha também tem muitos usos comprovados na engenharia, de armaduras a comunicações ópticas.

Clicando no link a seguir você fica por dentro do mundo dos aracnídeos:
http://www.todabiologia.com/zoologia/aranhas_venenosas

Bibliografia Indicada:
- Insetos e aracnídeos no meio urbano
  Autor: Instituto Biológico
  Editora: SPCA Brasil

- Ecologia e comportamento de aranhas
  Autor: GONZAGA, MARCELO O. / SANTOS, ADALBERTO J. / JAPYASSU, HILTON F.
  Editora: Interciência


Seguindo caminhada e por volta de 05h40min chegamos ao mirante de pedra que se encontra após a clareira, por ali e com o dia já clareando era a hora de fazer um lanche e contemplar o primeiro nascer do sol na montanha.
Seguimos caminhada aproximadamente as 06h40min com objetivos de chegar a cachoeira ainda na parte da manhã para comer algo mais reforçado e também não andar no sol ao meio dia justo no pior trecho do caminho, que seria da cabeluda até a pedra do picolé. Fizemos uma breve parada no platô 900 para algumas fotos e contemplação do guardião do Monte Crista.

Chegando à cachoeira e com o tempo variando entre sol forte e algumas nuvens, foi só alegria, a natureza estava com sua imponente e bela cachoeira três barras com suas águas translucidas, pois não tinha chovido na região na noite anterior,o que deixa as águas turvas. Momento de tomar um banho de rio, e aproveitar o momento para almoçar.
AS 15h00min partimos da cachoeira sentido a gruta onde ficaríamos com base montada para seguir os estudos na montanha, já nos campos de altitude o sol já não era tão forte o que foi um alívio para todos do grupo, como de costume fizemos uma divisão no grupo para definir que buscaria água e quem ficaria na gruta adiantando as barracas e arrumando os detalhes para a noite que estava por vir.  


Na gruta passamos a ultima noite de montanha sendo mais uma vez abençoados com uma noite de trilhões de estrelas, totalmente aberta e sem nuvens, deixando o visual da “varanda” da gruta uma televisão planetária sem igual.  Todos muito satisfeitos aproveitaram até o máximo esse grande momento na montanha, a descida no dia seguinte foi bem tranquila, encontramos algumas pessoas subindo a montanha e estavam também com a autoestima super elevada, pois era um dia muito bonito para atividades a céu aberto.

 Tivemos também um momento muito singular nessa expedição, o nosso grupo frequenta a região a mais de 10 anos e registra mais de 35 expedições, porém nunca tínhamos ido a uma cachoeira que fica próxima a clareira após a saboneteira em uma trilha de 15 minutos bem marcada no lado esquerdo, estávamos todos bem fisicamente e mentalmente, então aquele foi o momento, e estamos até agora agradecendo, pois a cachoeira e realmente grandiosa e com aproximadamente 25 metros de queda d´água com muito volume e um desnível que leva a outras quedas foi para fechar a expedição com a chave de ouro.



Chegamos ainda com a luz do dia na base da montanha e ali se encerrava mais uma expedição ao Monte Crista-  Manoa Expedições, Somos gratos aos Deuses da montanha que nos cuidaram e nos condicionaram a uma maravilhosa expedição, com muita harmonia e amizade em comunhão a natureza,  Meus agradecimentos também aos nossos companheiros que estão comemorando a chegada de seus queridos filhos, Jonathas e Marcelo. Também aos meus companheiros pela parceria e amizade, meu  caro irmão Gustavo Telles que esteve conosco em mais uma expedição, Obrigado.

Indioê Alan Autovicz. 

Wlademir Vieira
Tiago Leal
Jonathas Kistner
Indioê Autovicz
Marcelo Kapper
Gustavo Telles

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Expedição MANOA Monte Crista- Fevereiro 2016

Expedição Monte Crista

Nos dias 01, 02,03 de fevereiro de 2016 o Grupo Manoa através de seu representante Indioê Alan Autovicz vindo de Florianópolis juntamente com dois parceiros de montanha de Blumenau realizou uma expedição na região norte do estado de santa Catarina, onde está localizada a montanha chamada de "Monte Crista". Com o intuito de fortalecer os laços entre a montanha e seus admiradores, e obter um melhor conhecimento acerca da epistemologia da região fauna, flora, coleta de dados na região e captação de imagens para o projeto intitulado caminhos antigos de santa Catarina, Como pesquisador também estava fazendo medições e diversas fotos e vídeos para analise detalhada da estrutura na qual estávamos em foco, Deu se inicio a caminhada as 18h00min do dia 1 de fevereiro.


O Monte Crista é uma montanha detentora de um rico patrimônio natural e histórico, possui belezas ímpares do bioma mata atlântica. Local onde o instituto MANOA tem mais de 35 expedições registradas para pesquisas e aprofundamento de estudos.


Com objetivos de chegar a um ataque direto até a gruta do Henrique nas proximidades dos campos de altitude, refletimos acerca do tempo instável que pareava na região e redefinimos os nossos objetivos. Desenvolvemos o estímulo das intuições para perceber o quão forte é a natureza, as quais entenderam como Divina. Alinhado a enorme expectativa de todos, pelo fato de fazer algum tempo que não caminhávamos por essa região e dado uma semana com tempo instável e previsões ruins para a semana que estava por vir.


A Expedição teria também um atrativo especial, pois Pela primeira vez em mais de 10 anos, seria possível ver todos os cinco planetas que são visíveis a olho nu brilhando no céu. Cerca de uma hora antes do nascer do Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, os cinco planetas que têm sido observados desde os tempos antigos.


Ainda há mais por vir. Em agosto deste ano os cinco planetas estarão juntos novamente, visíveis no céu noturno, portanto, fique atento para um espetáculo planetário em 2016.

Caminhando pela primeira vez a noite na região sem o restante dos integrantes equipe de campo Manoa fizemos uma subida bastante calma e cautelosa ganhando altitude aos poucos, a visibilidade na montanha não passava de 10 metros em local aberto, o frio era ameno e a chuva constante, a escolha da investida a noite foi pensando em evitar assim um pouco do calor e também das picadas de insetos que são implacáveis na região.

A expedição estava indo conforme o planejado até que ao passar pelo primeiro mirante após a clareira e antes da bica d água a chuva vem torrencial e nos pega de surpresa, pela experiência em outras expedições e cientes dos riscos reais de problemas com hipotermia da combinação chuva+frio, resolvemos regredir alguns minutos e voltar ao ultimo acampamento e montar uma base sólida para nos aquecer, tomar e comer algo quente e redefinir o nosso cronograma, por ali foi possível fazer uma fogueira perto de uma pedra aonde para nossa sorte já tinha lenha seca e com um pouco de atenção e alguns minutos de energia concentrada estávamos quentes ao redor da fogueira rediscutindo nossos planos, entramos em consenso e decidimos passar a noite por ali na esperança de uma trégua da chuva torrencial para prosseguir até a gruta na manhã seguinte.


Na manhã do dia 2 a chuva era constante então recolhemos acampamento bem cedo e partimos rumo a gruta, o caminho estava bem escorregadio e com bastante água descendo pela escadaria, aproximando-se do platô 900 sem nenhuma visibilidade do vigia do crista (guardião), não perdemos tempo e continuamos a caminhada, como havíamos descansado e nos alimentado bem na noite anterior a caminhada estava muito progressiva e evoluindo rapidamente, antes mesmo do meio dia já tínhamos passado a região conhecida como cabeluda devido a sua vegetação de longe lembrar cabelos embaraçados e iniciaríamos uma ascensão até a pedra do picolé no meio de forte neblina e com o frio e o vento mais intensos devido a altitude da montanha.

No momento em que passávamos pela cabeluda observamos em comparação com as outras vezes que estivemos na montanha o baixo numero de lixo na região. Grelhas, lonas e garrafas tinham uma quantidade mais elevada, estes que na volta levamos para a base da montanha, importante valorizar o trabalho de associações e organizações que fazem mutirões para a coleta do lixo na região do monte crista.  Como referência o trabalho de Ações voluntárias como da Associação Joinvilense de Montanhismo – AJM, que vem realizando durante muitos anos trabalhos de sensibilização e cadastro dos visitantes nos feriados e organizando vários mutirões para a coleta de lixo e conservação das trilhas do monte crista.


Chegamos à gruta por volta de 13h00min montamos acampamento e por ali ficaríamos com base montada até o dia da descida, fazendo investidas para estudos nas proximidades, com o acampamento montado fomos a busca de água, na gruta existe um sistema de coleta de água mais estava muito turva e inconfiável para beber, saindo do picolé sentido a serra do quiriri existe um local para coleta de água potável, mais a visibilidade na montanha não estava colaborando devido a forte neblina não era uma opção. Achamos seguro ferver a água e beber a da gruta, em seguida a chuva aumentou e o problema da água se resolveu com a coleta da mais pura água da chuva filtrada por musgos e rocha limpa.


Achei importante ressaltar também que a gruta estava muito limpa e organizada, assim como a deixamos na nossa saída, um fato triste foi o “cano” da parede onde contém um caderno e uma caneta para o relato das pessoas que por ali passaram e que estava La por anos e com uma importância histórica respeitável estava jogado em qualquer lugar sem nenhum cuidado, na nossa saída da gruta colocamos o cano no lugar deixamos o nosso relato e restauramos o trabalho. Afinal, muitas páginas daquele caderno têm historias minhas e de meus companheiros e amigos de montanha. Está pronto para uso.

O tempo na altitude aproximada de 1.200 permaneceu instável o tempo todo com exceção o final da tarde do segundo dia de montanha, onde teve uma pequena trégua nas nuvens e uma breve abertura do topo das montanhas, o suficiente para dar noção de quanto tínhamos caminhado e que todo o esforço e perrengue faz parte e o final sempre será contemplativo e agradável.


À noite tivemos fogueira e muitas conversas e histórias de montanha ao redor dela comendo batatas assadas e tomando um chá quente para repor energias para a descida que seria trabalhosa devido a problemas na mochila de um dos integrantes, estaque posteriormente foi ajustada e estava pronta para a descida no terceiro dia bem cedo.

Acordamos no dia da descida, levantamos acampamento, comemos uma refeição principal e estávamos prontos para as outras muitas horas de descida da montanha, na região da cabeluda os rios para atravessar estavam com o nível um pouco acima do normal devido às fortes chuvas da noite anterior, nada que atrapalhasse o nosso cronograma, por volta de meio dia estávamos no mirante antes da clareira, por ali comemos alguns cereais e nos recompomos. Dali em diante fez um ataque direto até a clareira, com a quantidade de mosquitos sempre muito elevada ali naquela região foi uma parada apenas para água e seguimos adiante, a descida é sempre um momento muito importante, pois o cansaço acumulado e talvez alguma desidratação possamos fazer perder pequenas faculdades mentais e dificultar o final do trajeto, não foi nosso caso, chegamos à travessia do rio três barras às 16 horas, o nível do rio estava baixo e por ali se dava concluída e encerrada mais uma grande aventura e que apesar de todas as dificuldades deu tudo certo e o sentimento era de satisfação com mais uma subida com sucesso no monte crista. E também mais uma superação individual de cada integrante da expedição.


‘’Eu Indioê A. Autovicz agradeço imensamente aos meus irmãos e parceiros desta expedição Andrey M. Rawietsch e Leonardo l. Becker.’’

"Experiencia sem igual vivida nesta expedição. Cada gota de suor, o cansaço e o desconforto causado pela umidade excessiva que 'brotava' da montanha, foram compensados ao se atingir a altitude. Sentimento inexplicável de ser humano que nestes raros momentos, se coloca no seu lugar perante a natureza." Andrey Rawietsch.

Indioê Alan Autovicz.
– Monte Crista- Garuva -Santa Catarina fevereiro de 2016.







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