sexta-feira, 20 de novembro de 2009

dia 20 de novembro

O Grupo de Estudos MANOA relembra....





Zumbi dos Palmares
 (...) O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a um padre da vila de Recife.
O menino foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler, escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciou no estudo da Bíblia. A população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco, nome dado pelo padre ao garoto, não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Quando completou 15 anos o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do quilombo dos palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
No dia 20 de novembro de 1695, Zumbi foi traído por um escravo, torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e degolou sua cabeça, levando-a até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos. O sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

Texto: 


31/03/1998
Imagem:


Leia o livro:

FONSECA JUNIOR, Eduardo. Zumbi dos Palmares: a historia que nao foi contada. Rio de Janeiro : Yorubana do Brasil, 1988. 325p.
"Aquele que é feito escravo por uma força maior do que a sua, ama a liberdade e é capaz de morrer por ela, nunca chegou a ser escravo"
- citado em "Zumbi dos Palmares: a história que não foi contada"‎ - Página 195, de Eduardo Fonseca Júnior, Leda Maria de Albuquerque - Publicado por Yorubana do Brasil Sociedade editora didática cultural, 2000 .







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