sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lendas do Sul: A peregrinação dos Incas







A possível passagem dos Incas pelo Brasil vem sendo comprovada a cada dia pelas evidências coletadas por pesquisadores que estudam o antigo caminho do Peabiru. Os vestígios encontrados nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apontam uma relação do antigo império andino com as tribos nativas do sul do Brasil. Uma antiga lenda indígena muito utilizada para explicar o termo " Gaucho", narra um encontro entre esses povos da América antiga:
.....Há muitas gerações atrás surgiram alguns homens, homens estranhos e muito diferentes de nós, que passaram o período de calor (primavera e verão dos brancos) com nós. Eles eram em pequeno número e pareciam inofensivos, falavam com voz mansa e pareciam sempre dispostos à dialogar, sorriam muito, seu líder andava à frente com um objeto longo da cor do sol que refletia sua luz.
Nos disseram que vinham em paz, que estavam de passagem e que queriam conversar com nós. Eram homens altos e todo o seu corpo tinha cores claras(Sabe-se hoje que os fundadores do império Inca não eram índios (vermelhos) mas sim brancos).. Seu líder andava com umas vestes que se estendiam até o chão e lhe cobria os pés, isto nos dava a impressão que ele não caminhava, tinha um andar macio que dava sempre a impressão de que estivesse voando.
Eles vinham nos trazer uma proposta: Estavam dispostos a criar uma grande organização aonde nós poderíamos tomar parte(o império inca), nossa função seria trabalhar para eles, em troca nos defenderiam e cuidariam de nós.
Foi-nos informado que devíamos largar nossas crenças e tradições em troca de novas que nos seriam dadas, mas se quiséssemos podíamos manter nossa tribo unida e separada das outras num lugar só nosso e também manter nossas tradições (pacíficas), contanto que aceitássemos nos mudar e praticar junto as tradições novas.
No tempo em que estiveram com nós, eles nos explicaram com detalhes o que queriam fazer, nós lhes replicamos que vivíamos muito bem aonde estávamos, que éramos uma tribo guerreira que não tinha medo. Pedimos para que plantar a terra se ela já nos fornecia tudo o que precisávamos? Para que vivermos nessa organização, se já tínhamos uma nossa? Se deveríamos adquirir novos hábitos que não faziam parte do nosso povo, isso não iria nos causar problemas? A resposta deles era que tudo isso se resolveria com trabalho. Bastaria trabalhar para esquecer os problemas e que viveríamos uma vida muito mais tranqüila sem medo das feras e dos inimigos, que aprenderíamos mais vivendo nessa organização por algumas luas que durante toda nossa história.
Vendo que não queríamos abandonar a nossa vida para seguí-los, eles se levantaram e seu chefe levantou o objeto longo para os céus, que cintilava ao Sol, olhou para o nosso chefe e nos disse: "Para sempre vocês se chamarão GAÛCHOS, por que não tiveram força de vontade para aceitar nossa proposta". e completou: "Lembrem-se que se um dia vocês se arrependerem, nós estaremos nas montanhas aonde o Sol se põe, voltaremos um dia para dar-lhes uma prova do que estamos dizendo."
Algumas gerações depois dos homens altos terem ido embora, eles voltaram como prometeram e por terem sido recebidos como amigos quiseram nos dar uma prova de sua amizade: Eles nos propuseram construir um caminho que duraria várias gerações, com uma erva que fica sempre verde e que não deixa nenhuma planta crescer ao seu redor.
Esse caminho iria das altas montanhas até a nossa praia. Quando fizesse uma grande estiagem poderíamos seguir o caminho (verde mesmo na estiagem) para pedir-lhes ajuda e eles nos receberiam como hóspedes e nos dariam provisões, o mesmo se eles estivessem em dificuldades, eles viriam buscar provisões nas nossas terras. Eles nos disseram que o caminho já estava sendo feito por eles e que bastava aceitarmos, que não teríamos nenhum trabalho, apenas que eles viriam mais uma vez (a terceira) para terminar de construir o caminho.
Passadas algumas luas eles entraram alegremente (como era seu costume) nas nossas terras fazendo o caminho com a planta, o caminho tinha a largura de mais ou menos o braço de um homem adulto, eles faziam pequenos buracos no chão com um instrumento feito do mesmo material do objeto longo de seu chefe, só que desta vez tinha a cor da lua, e levavam água até o caminho que construiam em vasos de barro carregados de símbolos estranhos e figuras humanas. Pedimos para que serviam as figuras e os símbolos, eles disseram que representavam povos amigos que quiseram estar com eles, e nos mostraram as diferenças de cada um e falaram um pouco sobre os mesmos.
Percebemos que a erva ficava verde mesmo no frio mais frio e na seca mais seca e isto ficou marcado como prova de amizade entre as duas nações. Eles também nos disseram: se um dia viermos organizadamente, estamos em busca de provisões, se alguns de nós surgirem em desespero, sem nosso chefe, significa que um inimigo muito forte chegou e que nosso fim (e talvez o de vocês) está próximo. Se o caminho desaparecer significa que nem nós, nem vocês precisaremos dele para o futuro(Especula-se que ainda podem existir partes deste caminho em matas virgens de Santa Catarina). Foi-nos informado que deveríamos contar o fato à todas as tribos vizinhas e que elas também deveriam utilizar o caminho se precisassem......
Wlademir Vieira - Grupo de estudos Manoa

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6 comentários:

Paulo Roberto Wovst Leite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
joaquim cunha da Silva disse...

de uma olhada detalhada nessa fotoDSC02773.JPG,ela mostra vegetação com risco geometricos,e bom ver se não são geoglifos, pois achei em Rondonia geoglifos com paisagismo vegetal detalhes em meu Blog

Talita disse...

Qual o nome da erva que eles plantaram??
Por favor me respondam...

Talita disse...

Qual o nome da erva que eles plantaram??
Por favor me respondam...

Talita disse...

Qual o nome da erva que eles plantaram??
Por fazvor me respondam...

IGEM (Informativo Grupo de Estudos Manoa) disse...

È provável que a erva seja a gramínea conhecida como "Capim Peabiru" muito usada em caminhos pré-colombianos e muito resistente a incêndios.